Pedro de Sousa

Nasceu em Lisboa a 7 de Agosto de 1950.

Entre 1968 e 1970 frequentou o primeiro e segundo ano do curso de Arquitectura da ESBAL. Nesse ano partiu para Paris, onde em 1975 concluiu o “Diplôme Superieur d’Art Plastique” da ENSBAP. Estudou pintura no atelier Zavarro e desenho e gravura com Michel Carrade e I .P. Marchadour. No concurso fi nal obteve a menção “Bien” ganhando a dotação do prémio “Rocheron”.

Em 1977 iniciou a sua actividade como professor do Ensino Preparatório. Foi professor efectivo das escolas das Cavaquinhas, no Seixal e D.António da Costa, em Almada, integrou também o Gabinete Pedagógico-Didáctico de Educação Visual do Ensino Básico, organizou e participou em acções de formação para professores do Ensino Básico.

Entre 1990 e 1993 foi equiparado a professor adjunto na Escola Superior de Artes e Design de-Caldas da Rainha Instituto Politécnico de leiria onde leccionou, com Pedro Campos Rosado, as cadeiras de Artes Plásticas e Tecnologia da Pintura dos 1º e 3º anos. Em 1993/1994 foi professor no pólo de Caldas da Rainha ESEL.

Esteve entre os fundadores da IMARGEM

Entre as exposições colectivas em que participou podemos destacar as seguintes: Les jeunes artistes des Beaux Arts exposent, Paris 1975; IMARGEM, 1982, 1983, 1984; Artistas Plásticos Almadenses, Sines 1987; 1ª Exposição Anual de Arte Moderna de Lagoa, 1989; Bienal de Gravura da Amadora, 1992 (aquisição de obra) ; V Bienal de Escultura e Desenho de Caldas da Rainha, (menção honrosa em desenho), 1993.

Realizou Exposições Individuais em 1978 na galeria de São Francisco e em 1991 na galeria de Colares.

A Fundação Calouste Gulbenkian subsidiou-lhe um projecto individual na área do desenho. A sua obra foi referida por Mário de Oliveira em Pedro de Sousa e o Hiperrealismo Subjectivo; no jornal o. País; por Rob Small, na revista AIgarve Magazine e por Rui Mário Gonçalves no Jornal de Letras.

Faleceu a 16 de Agosto de 1994.

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O regresso a Portugal foi muito doloroso.Em Paris encontrara em Michel Carrade e Jean-Pierre Marchadour, mestres à altura da sua exigência de rigor técnico e pessoal.

A permanência da sua ligação à pintura figurativa encontra-se perfeitamente inserida numa corrente que, sendo minoretária, era visível em exposições. Ter-lhe-ia sido muito mais fácil encontrar um caminho em Paris. A situação material não lhe permitiu fazer essa opçao.

Em Lisboa estava totalmente isolado. Quando em 1978 fez a sua exposição individual na Galeria São Francisco, esse isolamento não foi ultrapassado. A escola impôs-se como caminho e como paixão. Levou demasiado a sério o seu estágio pedagógico. E foi ao fazê-lo que tirou as fotografias a que Francisco Bronze atribui tanta importância . Essas fotografias, das margens do próprio subúrbio que é Almada, exprimem o sua teoria da posição marginal do artista na sociedade.

Nessa perspectiva a Imargem apareceu-lhe como um espaço que se devia reclamar da marginalidade e de uma modernidade extrema. A sua posição era simultâneamente radical, democrática e elitista porque baseada numa grande cultura.

Magda Pinheiro

Professora do Ens. Superior